Ando meio assim, assado.
Querendo muita coisa ao mesmo tempo, e desquerendo ao mesmo tempo.
Com muita vontade de mudar tudo, ao mesmo tempo sem vontade, querendo deixar tudo como está.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Fui hoje pela primeira vez na igreja do Mosteiro de São Bento.
Sai do trabalho, dei uma passadinha na 25 de março, caminhei pela Ladeira Porto Geral, Entrei na Doral, comprei panos de pratos e toalhinhas para o Gui levar na sacolinha de higiene, entrei na loja de fantasias atras da fantasia de lobisomem que o Gui me pede à meses.
Ia entrando na estação do metro quando vi a igreja logo ali. À principio achei que estivesse fechada, tal a quantidade de camelos e mendigos que se aglomeravam na porta. Fiz que ia, voltei, depois criei coragem e ultrapassei aquele barreira de fedorentos. Como fedem esses mendigos do centro.
Quando empurrei a porta, senti como se estivesse entrando no paraiso. Ar condicionado, um aroma gostoso, convidativo. Sentei-me no banco a missa estava começando e fiquei ali, participando da liturgia.
Aproveitei para orar pela Rosana, que está triste pela perda do seu cãozinho. Orei pelo Beraldo, velho amigo que não vejo à mais de 20 anos, mas que soube ontem que morreu.
A missa terminou e resolvi atravessar a estação São Bento e tomar o onibus no Paissandu, terminal correio. Caminhei lentamente, o sapato, uma sapatilha de pano confortável, me oferecia prazer na caminhada.
Penha que não tinha uma máquina para tirar fotos.
terça-feira, 31 de agosto de 2010

No sabado criei coragem e promovi uma mega faxina na cozinha.
O caso é que limpinho tudo fica mais bonito.
Fogão, geladeira, azulejos, janelas e chão brilhando renovam o astral de qualquer um.
Fiquei orgulhosa de mim.
De mangueira em punho virei super heroina combatendo a sujeira.
Na segunda meu aniversário.
Feliz na companhia dos meus 3 filhos e do meu neto. Que posso desejar mais da vida?
Nada. Só preciso agradecer tamnaha felicidade. Meu Deus, como sou feliz na companhia deles. Eles são tudo que eu preciso nesta vida para ser feliz.
sábado, 14 de agosto de 2010
O DIA EM QUE MINHA MAE TRANSFORMOU BATATAS EM PERAS

Dia das Mães inesquecível? Aquele que passei em Nova York, com minha filha, numa igreja gospel? Não. Estava longe dos outros filhos e, portanto não seria perfeito.
Aquele que passamos em Buenos Aires, passeando na Recoleta? Não. Também estava longe dos outros filhos..
Qual então? Onde fora?
Esse dia inesquecível não passei como mãe: passei como filha.
Minha mãe era analfabeta. Sabia fazer contas como ninguém. Multiplicava os salgadinhos que fazia pelo preço unitário e chegava ao resultado antes mesmo de nós, os filhos, que sabíamos a tabuada de cor. Ela não sabia ler, mas exigia que os filhos só tirassem notas boas na escola.
Era Dia das Mães. Eu tinha 15 anos. Morávamos numa casinha simples e brilhante no interior do Paraná. Minha mãe havia recebido uma encomenda muito grande de salgadinhos, e tinha recebido um bom dinheiro. Prometera que o almoço desse dia, além daquele frango maravilhoso que ela fazia como ninguém, teria uma sobremesa surpresa.
Estávamos acostumados aos doces de todo dia: doce de abóbora, de mamão, de cidra…. Mas eram doces caseiros, doces que já não tinham a surpresa do sabor. Ficamos imaginando o que seria a surpresa.
Um pudim de leite condensado? Morangos com chantilly? Era época de morango?
Domingo, mesa posta, família toda reunida. Esperávamos meu pai, que tinha ido à missa do domingo.
No ar, uma alegria misturada com o mistério da sobremesa.
Meu pai chegou, almoçamos. “E, mãe, cadê a sobremesa?”
Não havia nada na geladeira, nada que nossas bisbilhotices pudessem ter descoberto.
Minha mãe então foi até seu quarto e, de dentro do armário, tirou uma caixa de papelão. Dentro, bem escondidas, embrulhadas num jornal, havia três latas de doces. De doces, como ela supunha que fossem.
“Vejam só, crianças”, disse minha mãe. “Peras em calda!”
Na foto que ilustrava a lata, as batatas facilmente eram confundidas com peras. Minha mãe não sabia ler. Não poderia imaginar que existisse batata em conserva. E em latas, como as peras e os pessegos.
Ninguém teve coragem de falar. Ou, antes, ninguém queria falar.
Minha mãe começou a abrir aquelas latas feliz e orgulhosa.
Despejou o conteudo daquelas latas numa travessa e acho que, na excitação daquele ato, nem estava percebendo que eram batatas.
Ela começou a servir um por um. Todos quietos, mudos, recebendo suas porções sem saber o que falar.
O primeiro começou a comer, foi seguido pelo outro, e outro, que seguiu os demais. E, de repente, éramos quatro filhos e um pai comendo batatas como se fossem peras.
Minha mãe tinha o hábito de servir os filhos. Ficava andando pela cozinha e, geralmente, só sentava quando praticamente já tínhamos acabado de comer.
Quando terminamos de comer a sobremesa – juro, juro, que todo mundo comeu toda sua porção – minha mãe perguntou: “Estava bom?”
Todos reponderam que estava ótimo.
Sobrou na tigela uma batata. Minha mãe disse que não queria, não gostava de pera. Meu pai prontamente disse: “Vou terminar com esse pedaço, então. Está muito bom!”
Minha mãe morreu em 2006. Nunca soube que serviu batatas de sobremesa. Porque para nós, o que comemos naquele dia, foi a pera mais saborosa do mundo. Mesmo que não o tenha sido naquele dia, nas nossa lembranças, aquela cumplicidade muda, com que nós, seus filhos, nos comunicamos só com o olhar, transformou a batata azeda na fruta doc
domingo, 16 de maio de 2010
TATUAGEM DE ARANHA
Que pena que você fez uma opção, onde seu caminho te conduz diretamente oposto ao dele.
Que pena que você não tenha partilhado a companhia de seu filho, neste domingo feliz que passamos.
O dia começou com ele acordando alegre, tagarelando com seu papai, cobrando uma prometida ida ao MCD.
Depois de duas mamadeiras, ele ficou por ali assistindo televisão.
Mais tarde fomos ao mercado.
Lá ele comeu algodão doce, ganhou bichinhos de bexigas, ganhou uma tatuagem de aranha na mão. Agora anda por aqui com a mão dura, com medo de estragar o tatoo.
Que pena que você não está junto dele.
Tenho muita pena de você.
sábado, 15 de maio de 2010
PRINCESA QUE FAZ FEITIÇO

Estava lendo o blog Casa da Cris e deparei-me com esta foto.
O Guilherme, que estava logo atrás de mim, viu e perguntou:
- É uma princesa que faz feitiço?
-Qual o feitiço que vc acha que ela faz pegunto eu.
- Eu acho que ela aponta o dedo e deseja. Deseja que você vire um cachorro.
-Mas você não acha que ela devia desejar que eu virasse uma princesa? Logo cachorro?
- Ah mãe ela faz feitiço. Não sabe o que é feitiço? É do mal.
MISS SUNSHINE
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